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Mostrando postagens de outubro, 2025
Sobre pontos gandantas, enquanto não tenho uma agenda:  as palavras não vêm sem as ideias, e as ideias nem sempre vêm. O mundo me oprime na minha porção mais sensível, é quase inútil me esforçar em ir na direção de alcançar as pessoas, eu sou frágil demais para esse movimento. Só consigo algum sucesso quando num momento mais social, camuflo meus reais sentimentos e guardo as oferendas mais legítimas para ninguém, alguém que surgia na fantasia, pessoas boas e genuínas encontradas ao acaso no ônibus, na rua, em um caos ou acidente. Elas logo desaparecem, e parecem levar embora a graça de uma conexão efêmera que, acaso o contato fosse além, não duraria e logo as rachaduras começariam.  O que me oprime não é mais não conseguir, mas o desgaste que a tentativa traz. Esses endereçamentos costumam aspirar alguns fragmentos da minha alma para longe do seu centro, e o que mais preciso é justamente fazer o milagre de tornar tudo uma coisa íntegra, que jamais se despedaçou.